Amor de verdade!

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O autoconhecimento e autodesenvolvimento espiritual mudaram minha vida de uma forma muito forte.

Não somente a questões do dia a dia, e de como encaro a minha rotina diária, meu trabalho e a relação com as pessoas mas de uma forma profunda as situações inusitadas e imprevisíveis.

Recentemente perdi meu pai, e apesar de ele já ter 77 anos, não haviam indícios de uma morte, ela foi de certa maneira, surpresa, já que faleceu devido a um acidente.

E a morte nunca tinha me encostado tão de perto.

Acredito que em situações de morte, as que mais nos afetam são as dos pais, do cônjuge e de filhos. E essa foi minha primeira.

Antes de todo processo de autoconhecimento eu tenho certeza absoluta que estaria me descabelando, inconsolável e em um luto impossível de viver, tamanho era meu apego pelas pessoas e coisas.

Com todo o despertar que tenho vivido nos últimos anos posso dizer que me fortaleceu a ponto de encarar essa situação como algo normal, algo que todos nós iremos viver, algo inevitável.

Eu vou, você vai, ele foi,…

Ter consciência disso é metade do caminho para passar pelo processo de luto com serenidade e lucidez.

Sinto falta? Lógico, sentirei cada vez mais, mas não estou desesperada.

A certeza que tenho que tudo está acontecendo da forma correta e que ele cumpriu com o seu papel de pai me acalma.

Afinal ele não é meu pai, esteve meu pai durante esta encarnação, e seguiu seu caminho.

Estar presente me ajuda a não sofrer. Se vou para o passado com as lembranças ou se projeto um futuro sem ele é sofrimento na certa.

Aqui e agora não tem dor – Sugiro a leitura do livro O poder do Agora!

E não somente no processo de morte o autoconhecimento me fortaleceu, foi no processo de vida.

Posso dizer que meu pai me ensinou realmente o que é amor. E não, não é da forma que está pensando, afinal é muito fácil amar alguém que te agrada, te dá carinho, faz tudo que quer, te trata como princesinha, não é?

Mas com ele foi justamente o inverso, aprendi a amar alguém que nunca me deu parabéns, que nunca me acordou com bom dia, que nunca me abraçou ou demostrou qualquer tipo de afeto.

Ele nunca retribuiu um Eu te amo. No momento mais importante da minha vida, antes do João, a minha graduação, ele não estava lá. Não deu a mínima. Tinha um humor mais instável do mundo.

Pense você que eu sou vegetariana e amante de animais desde a infância, possuo dons mediúnicos desde que me lembro e ele era caçador e vivia com armas dentro de casa.

Opostos? Talvez, mas iguais em muitas maneiras, por isso veio como meu pai. Veio me mostrar as possíveis sombras que eu poderia me tornar. E apesar de tudo que não recebi, vou sempre ser grata pelo bem maior que ele me deu, a vida!

E foi só com muito autoconhecimento, com muito estudo de quem sou que pude consertar nossa relação em vida, e perdoar do fundo do meu coração tudo que eu achava que ele tinha que me dar.

Entender que amor de verdade é amor indiferente de qualquer coisa e que não espera nada em troca. E eu amei e continuo amando. Obrigada pai por essa lição, a maior de todas!

Só o perdão, só o amor genuíno nos transforma. Só assim as feridas da alma são realmente curadas e nossa vida pode fluir como o esperado. A mágoa e o ressentimento só fazem mal pra quem sente, lembre-se disso!

Perdoe…ame…sinta…a gente nunca sabe a hora da partida!

Beijos no coração!

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