A base do amor é o respeito!

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“Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas.” Ariano Suassuna

O conceito de família tem sido tão discutido e tão defendido nos últimos tempos que nos faz começar a questionar algumas coisas.

Batem tanto na tecla de que família é à base de tudo como se a gente tivesse que ouvir certas “verdades” e não questionar.

A família então é à base dessa sociedade doente, discriminativa e sem fraternidade?

Tem algo estranho nesse discurso, não acha?

Alguns irão dizer que a sociedade só está assim por que não existe mais família, será?

Quero, neste breve texto, refletir sobre isso.

Vejo muita gente infeliz por que espera que sua família seja aquela do comercial da margarina, e como isso é humanamente impossível, as pessoas ficam cada vez mais frustradas.

Também acompanho pessoas que não conseguem se relacionar com a família e se sentem extremamente culpadas por que família é à base de tudo.

Venho de uma família numerosa e sei o quanto é difícil manter a união de pessoas que divergem muito em suas opiniões.

No meu caso, os laços sanguíneos não foram suficientes para nos manter como uma rocha.

E eu realmente não acredito que laços sanguíneos sejam o bastante para que as pessoas estejam próximas e felizes.

Acredito que para manter uma família, seja ela como for, é necessário muito empenho e muita paciência.

Habilidade de aceitar os outros exatamente como são e uma disponibilidade de se adaptar e muitas vezes mudar.

Coisa que não acontece.

As pessoas esperam se encontrar para as festividades de final de ano como uma grande família feliz que posta suas fotos nas redes sociais, mas não fazem o trabalho de nutrir esses laços durante o ano.

Temos uma sociedade depressiva e infeliz por que entendemos tudo errado e não por culpa das famílias terem se modificado.

Nós não nos conhecemos e esperamos caber dentro de moldes.

E sofremos muito com tudo isso.

Sempre conto um pouco da minha história por aqui.

Os eventos familiares sempre foram uma tortura pra mim, eu acabava me alterando e agindo completamente diferente de quem sou por uma questão de defesa e pouco autoconhecimento.

Na verdade eu não era verdadeira nesses eventos e sofria por não entender meus sentimentos e sei, por muitos relatos que acompanho, que tem muita gente assim.

Muita gente que sofre calada por não poder ser verdadeira na tal da “base”.

A amizade e o olhar da compaixão deveriam estar presentes em todas nossas relações.

A amorosidade de aceitar o outro como é, e o receber de coração aberto, mesmo que a pessoa mude, deveria ser o nosso lema.

Que sociedade teremos, com bases julgadoras, críticas e não inclusivas?

Acredito de coração que laço sanguíneo não constrói uma relação.

A base de nossa vida deveria ser a amizade, o respeito e principalmente a compaixão.

Mas é na base familiar que construímos traumas, indiferença, fofocas e críticas destrutivas.

Antes de repetir como uma papagaio que família é a base de tudo, repense…

Talvez a base de tudo deveria ser o amor!

E amor mesmo à gente sente com ou sem laço sanguíneo.

Se for sanguíneo melhor!

Mas não se baseie somente no sangue para manter sua ligação com alguém!

Que possamos amar mais!

E na minha opinião, a base do amor é o respeito!

Sabe quem é nossa maior família?

A humanidade!

Espero que minhas reflexões te sirvam de algo bom!

Até o próximo! Beijo no coração!

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